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  • Santana, a primeira cidade portuguesa do século XXI, que queria ser vila - 30 Anos Lusa
    de saneamento financeiro que só termina em 2021 Teófilo Cunha destaca no entanto algumas medidas pioneiras como a devolução da taxa de IRS aos munícipes o apoio à aquisição de materiais e manuais escolares e o apoio à natalidade com a atribuição de 100 euros por mês durante três anos por cada criança que nasça no concelho independentemente do rendimento do agregado familiar Em 2015 nasceram 35 crianças em Santana A agricultura e o turismo são as duas áreas onde o concelho quer alicerçar o crescimento pois trata se do município da região autónoma que dispõe de maior área agrícola útil e o terceiro com maior coberto de Laurissilva a floresta endémica que se estende por 15 000 hectares 20 do total da ilha sobretudo ao longo da costa norte Declarada Património Mundial Natural da UNESCO a 02 de dezembro de 1999 a floresta Laurissilva madeirense é a mais extensa e mais rica em espécies do mundo existindo apenas em áreas menores nas Canárias e em algumas ilhas açorianas Milhares de turistas são atraídos a Santana por causa desta floresta e dos percursos pedonais nas levadas bem como por causa das casinhas triangulares com teto de colmo que são uma das imagens de marca da Madeira No entanto o concelho só dispõe de 400 camas para a atividade turística situação que merece um desabafo do presidente da autarquia Temos ainda muito para explorar neste setor Próximo Rio Maior Munícipios Alcobaça Requalificação da zona do Mosteiro continua polémica em Alcobaça dez anos depois Arouca Geologia o motor da evolução económica de Arouca Aveiro Eclusas viadutos e Universidade mudaram Aveiro em 30 anos Barrancos Legalização de touros de morte finda polémica e marca história de Barrancos Barreiro Fim da CUF marca vida do Barreiro nas últimas décadas Braga Boom da construção em Braga retrata crescimento da Universidade Castanheira de Pêra Praia com ondas a 80 quilómetros do mar mudou vida de Castanheira de Pera Castelo Branco Centro de Cultura Contemporânea o ícone de Castelo Branco Castelo de Paiva Tragédia de Entre os Rios chocou o país mas luto perdura em Castelo de Paiva Coimbra Património Mundial deu a Coimbra reconhecimento que nunca tinha tido Corvo Multibanco chegou ao Corvo com honra de inauguração por Jorge Sampaio Covilhã Universidade contribui há 30 anos para desenvolver a Covilhã e a região Figueira da Foz Santana Lopes recolocou a Figueira da Foz no mapa Golegã Veiga Maltez o médico que curou o concelho doente da Golegã Guimarães Recuperação do Centro Histórico marcou últimos 30 anos de Guimarães Lisboa A partir de Lisboa Portugal disse ao mundo que era capaz com a Expo98 Lousã Reabertura do Ramal da Lousã exigida nos 20 anos da Metro Mondego Mação Fustigado pelos fogos Mação cria soluções premiadas no estrangeiro Machico Machico onde o católico Jardim teve num padre a maior oposição Moura Central Solar de Amareleja trouxe empresas emprego e dinheiro a autarquias Nelas Canas quase se separou de Nelas e agora trabalha para se desenvolver Pinhel Fecho da

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  • Santo Tirso procura 18 anos depois sarar ferida que Trofa a concelho criou - 30 Anos Lusa
    A verdade é que entre Santo Tirso e Trofa existe ainda e segundo a expressão do ex autarca um terreno de ninguém Para o presidente à época da divisão e também atual a separação o divórcio estão feitos mas falta fazer as partilhas algo que à falta de consenso entre as duas autarquias acabará discutido em tribunal Em 2010 as câmaras fizeram um acordo no Tribunal de Penafiel na prática uma sentença judicial que definiu limites provisórios mas o mapa a carta geográfica oficial essa nunca foi aprovada pelo parlamento O Estado teve de pagar no mandato de José Sócrates 7 5 milhões de euros à autarquia de Santo Tirso por prejuízos causados com a elevação da Trofa a concelho A Câmara pedia 76 milhões mas só o facto inédito de um Estado ser multado a pedido de uma câmara satisfaz por lhe dar razão Santo Tirso Em 2001 Santo Tirso e Trofa decidiram integrar a Área Metropolitana do Porto AMP por considerarem estar mais próximos desta estrutura do que do Ave Joaquim Couto vê nesta decisão um salto qualitativo mas vai mais longe Se o concelho de Santo Tirso como ele existia com a Trofa e não separado tivesse passado para a AMP seria um dos grandes entre os grandes Agora Santo Tirso e Trofa separados são pequenos entre os pequenos ou médios no máximo conclui As freguesias que agora formam a Trofa representavam para Santo Tirso cerca de 35 do seu território O concelho passou de mais de 100 000 habitantes para 78 000 Próximo Rio Maior Munícipios Alcobaça Requalificação da zona do Mosteiro continua polémica em Alcobaça dez anos depois Arouca Geologia o motor da evolução económica de Arouca Aveiro Eclusas viadutos e Universidade mudaram Aveiro em 30 anos Barrancos Legalização de touros de morte finda polémica e marca história de Barrancos Barreiro Fim da CUF marca vida do Barreiro nas últimas décadas Braga Boom da construção em Braga retrata crescimento da Universidade Castanheira de Pêra Praia com ondas a 80 quilómetros do mar mudou vida de Castanheira de Pera Castelo Branco Centro de Cultura Contemporânea o ícone de Castelo Branco Castelo de Paiva Tragédia de Entre os Rios chocou o país mas luto perdura em Castelo de Paiva Coimbra Património Mundial deu a Coimbra reconhecimento que nunca tinha tido Corvo Multibanco chegou ao Corvo com honra de inauguração por Jorge Sampaio Covilhã Universidade contribui há 30 anos para desenvolver a Covilhã e a região Figueira da Foz Santana Lopes recolocou a Figueira da Foz no mapa Golegã Veiga Maltez o médico que curou o concelho doente da Golegã Guimarães Recuperação do Centro Histórico marcou últimos 30 anos de Guimarães Lisboa A partir de Lisboa Portugal disse ao mundo que era capaz com a Expo98 Lousã Reabertura do Ramal da Lousã exigida nos 20 anos da Metro Mondego Mação Fustigado pelos fogos Mação cria soluções premiadas no estrangeiro Machico Machico onde o católico Jardim teve num padre a maior oposição Moura Central Solar de Amareleja trouxe empresas

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  • Reabertura do Ramal da Lousã exigida nos 20 anos da Metro Mondego - 30 Anos Lusa
    à Lusa o também presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses Seria desejável que já tivéssemos o serviço a funcionar diz o homólogo da Lousã Luís Antunes ao lamentar um passado que defraudou as expectativas O SMM tem de ser visto como um todo mas dando prioridade à reabilitação do ramal em cujas obras já foram gastos entre 120 e 150 milhões de euros Os 2 1 milhões de euros incluídos no OE são um dos sinais do Governo para retomar o projeto ainda que a verba seja claramente insuficiente refere Luís Antunes presidente da assembleia geral da MM Este processo deve ser o pior exemplo de irresponsabilidade política em Portugal critica o porta voz do Movimento Cívico de Lousã e Miranda do Corvo Jaime Ramos que defende a reposição do transporte público de passageiros sobre carris de preferência de tração elétrica Neste momento é fundamental que as câmaras o Governo e os partidos que o suportam se entendam e executem a obra aproveitando o dinheiro da União Europeia diz o antigo deputado do PSD Vamos continuar a luta até que os comboios voltem a circular promete por seu turno Álvaro Francisco do Movimento de Defesa do Ramal da Lousã Em fevereiro com a abstenção dos deputados do PS a Assembleia da República aprovou um projeto de resolução do PCP para reposição modernização e eletrificação da linha A existência da MM não faz sentido nenhum A CP pode prestar um serviço a custos muito mais reduzidos defende Pedro Curvelo do movimento Lousã pelo Ramal O balanço da gestão da MM é zero Só gastou dinheiro mal gasto com um projeto que era inviável acusa o ex vereador do PSD na Câmara da Lousã Próximo Rio Maior Munícipios Alcobaça Requalificação da zona do Mosteiro continua polémica em Alcobaça dez anos depois Arouca Geologia o motor da evolução económica de Arouca Aveiro Eclusas viadutos e Universidade mudaram Aveiro em 30 anos Barrancos Legalização de touros de morte finda polémica e marca história de Barrancos Barreiro Fim da CUF marca vida do Barreiro nas últimas décadas Braga Boom da construção em Braga retrata crescimento da Universidade Castanheira de Pêra Praia com ondas a 80 quilómetros do mar mudou vida de Castanheira de Pera Castelo Branco Centro de Cultura Contemporânea o ícone de Castelo Branco Castelo de Paiva Tragédia de Entre os Rios chocou o país mas luto perdura em Castelo de Paiva Coimbra Património Mundial deu a Coimbra reconhecimento que nunca tinha tido Corvo Multibanco chegou ao Corvo com honra de inauguração por Jorge Sampaio Covilhã Universidade contribui há 30 anos para desenvolver a Covilhã e a região Figueira da Foz Santana Lopes recolocou a Figueira da Foz no mapa Golegã Veiga Maltez o médico que curou o concelho doente da Golegã Guimarães Recuperação do Centro Histórico marcou últimos 30 anos de Guimarães Lisboa A partir de Lisboa Portugal disse ao mundo que era capaz com a Expo98 Lousã Reabertura do Ramal da Lousã exigida nos 20 anos da Metro Mondego Mação Fustigado

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  • Guiné-Bissau está desconfigurada há 18 anos por causa de uma guerra - 30 Anos Lusa
    que querem resolver coisas procuram caminhos alternativos para as resolver à margem das instituições Ao mesmo tempo depois da guerra civil surgem novos protagonistas que interpretaram o poder como uma forma de sobreviver dentro de um sistema o que conjugado com a descrença nas instituições faz com que toda a disputa pelo poder também seja feita à margem das instituições O que é preciso agora é criar um precedente de configuração do Estado e suas instituições Mas há atores instalados e retirar estas pessoas dessa zona de conforto é comprar uma guerra porque são pessoas que acumularam poder E colocar essa guerra onde deve estar num plano do debate de ideias sem violência é ainda mais complicado acrescenta Prevejo muitas dificuldades para alterar isto e as pessoas que liderarem a mudança serão incompreendidas e só reconhecidas num período posterior Hoje Dautarin dedica parte do seu tempo de investigação a debruçar se sobre a Guerra de 07 de Junho mas na altura em que o conflito estalou com 16 anos mal sabia que ia viver emoções extremas que o iam marcar para sempre Eu na verdade nunca tinha sentido medo até àquela altura Tudo o que au achava que era medo era mentira A ideia de que estão a ser disparadas bombas de um sítio e que podem cair onde eu estou e que eu posso morrer ou pior ver alguém da minha família morrer eu experienciei É medo de verdade contou à Lusa Naquela época percebia se a cada passo a fragilidade que é a vida a nossa existência Como de um momento para o outro as coisas mudam e nos ficamos sem nada Ficamos rodeados pelo medo Era difícil ser de outra maneira porque não havia assunto que pudesse suplantar o tema da guerra e dos mortos mais de dois mil num número ainda hoje incerto Foi muito duro Todos os dias tínhamos histórias de mortes de pessoas que conhecíamos ou situações humanitárias precárias no Hospital Simão Mendes o principal do país na capital Nunca esperei que a morte estivesse tão presente na minha vida naquela idade A guerra fez com que Dautarin vivesse como um refugiado dentro do seu próprio país entre a capital e Prábis localidade a algumas dezenas de quilómetros onde o pai encontrou abrigo para os filhos Sabemos bem o que é ser refugiado é bem mais forte e dramático do que se possa imaginar A ideia de teres que fugir sem os recursos que te permitam sobreviver no dia a dia porque queres preservar o teu bem maior que é a vida Uma espécie de desespero que ainda se vive na Guiné Bissau ao se constatar que não se consegue livrar dos atores políticos ou militares que a sujeitam a crises crónicas com recursos para uma elite e a população quase toda na pobreza Hoje a Guiné Bissau precisa de lideranças clarividentes conscientes e corajosas Não é fácil É comprar uma guerra não bélica mas difícil de posicionar O desejo de Dautarin é que

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  • A privação da liberdade, “A Bola” e a preparação para a guerrilha - 30 Anos Lusa
    abraços iniciais era como se retomássemos as conversas do dia anterior Só faltava dizer amanhã quem vai primeiro lavar os lençóis quem varre Isso foi muito reconfortante referiu Luandino Vieira Para Vicente Pinto de Andrade preso no Tarrafal entre 1970 e 1974 um dos mais conhecidos nacionalistas angolanos a luta e o sacrifício não foram em vão Quando entrei aqui não tinha a certeza se sairia vivo para regressar ao país Na altura em que chegámos aqui a luta em Angola estava a atravessar algumas dificuldades A minha perspetiva era ficar aqui muitos anos explicou Além disso não sabia qual a pena que me era aplicada pois era uma medida administrativa Depois fui castigado duas vezes e estive na cela disciplinar Hoje ao regressar aqui recordo me dos meus companheiros que não estão cá e de todo o tempo que passámos de isolamento acrescentou já emocionado A parte mais dura foi a privação dos afetos Ficávamos isolados Não tínhamos a família Recebíamos cartas esporadicamente A privação dos afetos da ligação com a família foi o que mais me custou e foi o que mudou a minha vida esclareceu Luís Fonseca detido três anos e meio no Tarrafal depois de dois anos e meio na prisão civil da Praia para onde fora transferido de um campo em Angola salientou as provações duras por que passou lembrou que o tempo era passado no meio de grande solidariedade entre os diferentes presos O ex secretário executivo da Comunidade dos países de Língua Portuguesa CPLP lembrou que durante o período que passou no Tarrafal se tornou o redator das notícias que elaborava a partir de um pequeno rádio que conseguira fazer entrar no campo com a cumplicidade dos guardas e as deixava escritas numa das retretes das casas de banho O menu aqui não era muito variado Lá conseguíamos sempre encontrar maneira de arranjar livros para ler que a partir de certo momento passaram a ser proibidos Conseguimos mobilizar alguns guardas que nos traziam a literatura que gostávamos A partir de certo momento conseguimos introduzir um rádio e eu era o redator das notícias contou Era muito perigoso e tinha de o ouvir muito baixinho e deixava no dia seguinte o resumo noticioso na retrete para um grupo selecionado de pessoas De manhã cedo era uma fila interminável de gente lembrou rindo se indicando que um dos maiores feitos foi terem transformado os guardas em bons agentes secretos e que por isso nunca foram apanhados Mas a preparação física era uma constante lembra Pinto de Andrade que se resguardava todos os dias em exercícios físicos para manter a boa forma ginástica que corroborou Luís Fonseca se pensava então que constituía a preparação para a guerrilha em Cabo Verde A grande revelação veio de Pinto de Andrade que lembrou à Lusa que o jornal A Bola era lido avidamente no Tarrafal naturalmente com dias e dias de atraso Havia uma biblioteca o que permitiu ler muitos autores portugueses Foi uma maneira de ler A Bola

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  • Chissano recorda “bom relacionamento” entre Portugal e Frelimo na transição - 30 Anos Lusa
    resposta já tinha sido dada não só pela luta armada mas também por três ou quatro dias de revoltas aqui em Maputo ou de reivindicação da independência imediata frisa Como resultado do bom clima reinante durante o governo de transição Moçambique alcançou finalmente a sua independência em 1975 acabando com 500 anos de presença colonial numa cerimónia em que os militares moçambicanos acabaram festejando com tiros para o ar O dia da independência foi um momento de grande alegria mas ao mesmo tempo de um pouco de drama porque estávamos nós como responsáveis apreensivos porque podia haver uma bala perdida que caísse em cima de alguém lembra o dirigente político Aquilo parecia uma guerra mas não era uma guerra era um fogo de artifício com armas e com balas verdadeiras mas deu um espetáculo bonito recorda ainda Joaquim Chissano sobre o ambiente que se viveu em Maputo no dia da proclamação da independência O Estado moçambicano criado em 1975 é uma criança que nasce com inimigos nomeadamente a África do Sul e a Rodésia e que enfrenta a hostilidade de países como os EUA afirma eJoaquim Chissano É uma criança que nasce já com inimigos quero falar da África do Sul sobretudo e da Rodésia mas de toda a maneira isso insere se numa conjuntura internacional mais vasta onde havia a guerra fria enfatiza Chissano primeiro ministro dos Negócios Estrangeiros de Moçambique e mais tarde chefe de Estado em entrevista à Lusa a propósito dos 40 anos da independência de Moçambique que se assinalam a 25 de junho Segundo Chissano alguns países que deviam abraçar a causa da independência dos povos como os Estados Unidos trataram Moçambique como inimigo por causa da aliança do novo Estado com a ex URSS e fecharam os olhos à agressão movida pelo regime do apartheid em retaliação ao apoio de Maputo ao Congresso Nacional Africano ANC na África do Sul e numa ação justificada pela orientação marxista leninista assumida pela Frelimo Frente de Libertação de Moçambique Pensávamos nós quando crianças ou jovens que os Estados Unidos haviam de ser o país que nos ia dar mais apoio mesmo antes de começar a luta armada e sinais disso até apareceram porque a Fundação Ford dos Estados Unidos financiou nos a construção da primeira escola secundária da Frelimo em Dar es Salam antes do começo da luta armada em 1962 salienta Chissano O antigo Presidente moçambicano que aderiu à Frelimo em 1963 diz que os Estados Unidos da América aliam se a esses estados vizinhos que eram inimigos da independência porque poderia Moçambique servir de mau exemplo segundo eles para os seus povos lá e não queriam que houvesse um Estado viável dirigido por negros Segundo o antigo Presidente moçambicano a agressão que o país sofreu logo após a independência impôs que a Frelimo se virasse para a consolidação da soberania do Estado em detrimento do respeito dos direitos e liberdades individuais Nós libertámos o país viemos para a independência dentro de uma luta que precisava

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  • O sonho da paz chegou a Angola mas a desigualdade perdurou - 30 Anos Lusa
    de três semanas depois do líder da UNITA Jonas Savimbi ter sido abatido pelas FAA na província oriental do Moxico O fim da guerra trouxe possibilidades de vida que não existiam A possibilidade de pelo menos as pessoas serem mais autónomas em relação aos poderes conflituantes que existiam fosse o Estado ou o para estado da guerrilha Por isso hoje as pessoas podem fazer a sua vida para além do disfuncionamento do Estado conta Nélson Pestana Ainda assim num regime liderado desde 1975 pelo MPLA e há 37 anos por José Eduardo dos Santos o académico sublinha que nem tudo correu bem Em quase década e meia a paz militar não se transformou numa paz civil aludindo às violações das liberdades e garantias dos cidadãos Com o fim da guerra a integridade física das pessoas não está constantemente em risco embora essa integridade física seja muitas vezes violada pela repressão do próprio Estado diz o também jurista e investigador do Centro de Estudos e Investigação Científica da UCAN Nélson Pestana coordenou o relatório social de Angola apresentado em 2015 pelo Centro de Estudos e Investigação Científica CEIC que aponta de novo o problema sério de equidade na repartição do rendimento nacional e de excesso de concentração de riqueza Desigualdades que garante o investigador e também militante do Bloco Democrático partido político angolano sem representação parlamentar e que surgiu já com a paz o fim da guerra acentuou Até porque a paz resultou na perspetiva do Governo e do MPLA de uma vitória militar sobre o seu contendor e impôs a sua vontade a toda a sociedade Isso permitiu que um número reduzido de pessoas se tivesse acaparado da maior parte da riqueza produzida nesse tempo Temos por um lado um grupo hegemónico que insiste na ditadura fortemente enriquecido e temos por outro uma vasta massa de pessoas que não ascendem à cidadania num estado de pobreza critica Ainda segundo o relatório do CEIC que reúne indicadores de várias instituições nacionais e internacionais o Índice de Desenvolvimento Humano IDH para avaliar as condições de vida da população fixou se em Angola em 2013 nos 0 526 O país que é também o segundo maior produtor de petróleo na África subsaariana figurava na 149 ª posição do IDH numa lista com 185 países posição idêntica para 2012 Nas contas do CEIC a taxa de pobreza em Angola cifrou se em 57 6 em 2011 mas caiu fortemente no ano seguinte para 38 9 estimando que este ano desça para os 35 6 O equivalente a mais de nove milhões de pessoas em situação de pobreza E o cenário numa altura em que o crescimento de Angola trava a fundo com a contínua descida das receitas do petróleo desde 2014 não é animador Daí que Nélson Pestana admita que em 14 anos de paz o país tenha ficado sentado em cima do barril de petróleo sem diversificar a economia A falta do relançamento da economia produtiva de Angola é o maior falhanço da

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  • Conferência - 30 Anos Lusa
    desequilíbrios Ler mais Portugal precisa de rigor mas também crescimento para corrigir desequilíbrios Outros Conferência 30 Anos da Lusa parte II Lusa pode contribuir para difundir dimensão universalista Campanhas como a de Marcelo vão facilitar maior participação Guilherme d Oliveira Martins diz que em democracia os resultados são essenciais Conferência 30 Anos da Lusa parte I Intervenientes António Costa Orçamento é ambicioso e abre caminho a superação de problemas António Vitorino Vitorino diz que partidos e sindicatos são instituições do século XIX a funcionar no século XXI Diogo Feio Campanhas como a de Marcelo vão facilitar maior participação Eduardo Catroga Vejo com simpatia que partidos da esquerda radical se aconcheguem ao arco europeu Catroga acredita que vai haver uma suavização da dívida Esquecemos o rigor nas contas públicas nos últimos 15 anos Guilherme d Oliveira Martins Lusa faz parte da consolidação da democracia em Portugal Guilherme d Oliveira Martins diz que em democracia os resultados são essenciais Luís Marques Mendes Lusa pode contribuir para difundir dimensão universalista Manuel Caldeira Cabral Portugal precisa de rigor mas também crescimento para corrigir desequilíbrios Caldeira Cabral destaca papel da Lusa no combate pela liberdade e rigor Maria João Rodrigues Países da zona euro devem investir mais para crescer mais Mariana Mortágua Obsessão com redução da dívida impede o crescimento Rita Rato Deputada do PCP Rita Rato defende escola pública como pilar da democracia Teodora Cardoso É preciso prescindir de executar política sem olhar a meios Constituição devia ser mais rigorosa sobre capacidade de financiamento da despesa Teresa Marques Agência Lusa é um instrumento para a recuperação do país Voltar atrás Última Hora Vitória de Guimarães e Estoril Praia empatam a um golo na I Liga Sanções impostas à Rússia só acabam se cumprir acordos de Minsk Obama Rio2016 Jessica Augusto também com mínimo na

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